sábado, 21 de agosto de 2021

Web-Palestras do IV Seminário de Bioantropologia do GEB/UEPA – 2021: As Inscrições continuam ABERTAS!

 Prezad@s seguidores e visitantes: saudações a todas/as/es!

Socializamos os primeiros conteúdos-resumos de nossos palestrantes do IV Seminário de Bioantropologia do GEB/UEPA – Edição Especial 2021 com seus respectivos mini-currículos e contatos científicos.

Lembrando sempre que  as INSCRIÇÕES CONTINUAM ABERTAS e podem ser realizadas pelo link: https://forms.gle/28hD52StQErnZpsNA

As postagens dos vídeos completos serão realizadas a partir do dia 23 de agosto de 2021 em nosso Canal do GEB/UEPA do You Tube para que os inscritos e público em geral tenham acesso livre a qualquer momento do dia, no link: https://www.youtube.com/channel/UCNmCLfVk4pa9B_Sr7Sghz7A

Seguem abaixo os temas das palestras, os resumos, as palavras-chave e os mini-currículos dos palestrantes em vídeos de animação para que possamos conhecê-l@s melhor.

WEB-PALESTRA 1: 

O homem dragão: fatores ambientais como influentes na formação morfológica craniana

Santiago Wolnei Ferreira Guimarães[1]

E-mail: santiago.wolnei@gmail.com

Resumo

Recentemente a pesquisa paleoantropológica trouxe à tona a descoberta do “Homem dragão”, um espécime humano que viveu no Leste Asiático, especificamente no norte da China, há pelo menos 146.000 anos atrás. O espécime, que se trata de um crânio quase completo encontrado em 1933 durante a construção de uma ponte, chamou a atenção dos cientistas apenas atualmente. Muitas interpretações têm sido dadas para o Homem dragão, principalmente as que indicam uma maior proximidade do mesmo para com o Homo sapiens, quando comparado com o Homo neandertal, o que não seria esperado. Mas, de modo geral, grande parte das ideias apresentadas são usadas para localizar o fóssil como mais um distinto primo do Homo sapiens, ao lado de outras subespécies, ao invés de considerarem também a possibilidade de o mesmo fazer parte de uma diversidade morfológica intergrupal da nossa espécie. Diante tal problemática, propomos discutir brevemente algumas das recentes descobertas dos estudos sobre o crânio e sua relação com os fatores de desenvolvimento externos, como uma forma de entendimento alternativo para o Homem dragão. Busca-se, desse modo, reiterar a importância da influência das pressões ambientais (forças neutras) como modos que promovem microevoluções e, consequentemente, desenvolvimentos diferenciais nos fenótipos do crânio, mesmo considerando a herdabilidade. Por fim, pretende-se trazer à reflexão a importância do meio ambiente para a adaptabilidade humana, para além dos padrões geneticamente herdados, não apenas entre grupos existentes há milênios de anos atrás, mas também, e principalmente atuais, como os grupos étnicos na Amazônia.

Palavras-chave: Homem dragão. Craniometria. Adaptação. Influência ambiental. Fenótipo.

____________________

[1] Doutor em Antropologia/Bioantropologia pela Universidade Federal do Pará (UEPA/PPGA). Mestre em Arqueologia Pré-Histórica e Arte Rupestre – consórcio pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (Portugal) e Universitat de Tarragona (Espanha). Graduação em Geografia (UnB). Docente da Secretaria de Educação do Distrito Federal, e Arqueólogo no Comitê Pró-Brumadinho, IEPHA-MG, atuou também como Técnico Arqueólogo pelo Centro Nacional de Arqueologia – IPHAN, e Museu Nacional-RJ (projeto de resgate de peças ocasionado pelo incêndio).


WEB-PALESTRA 2:

Devastação Ambiental, Mudanças Climáticas e a Emergência de Novas Pandemias no Século XXI

Hilton P. Silva[2]

E-mail: hdasilva@ufpa.br

Resumo

O Antropoceno se caracteriza como o período no qual os seres humanos, uma espécie muito recente, tiveram um enorme impacto planetário, capaz de influenciar mudanças climáticas globais, causar devastação ambiental sem precedentes, extinções em massa e a emergência de patógenos altamente contagiosos e letais. Alguns locais do planeta, como a região amazônica, as florestas africanas e do sudeste asiático, contém grande biodiversidade e socio diversidade, mas a Amazônia Brasileira, ainda amplamente desconhecida, se destaca pela diversidade de biomas, de espécies, de povos e de línguas, mas também pelos graves danos e rápida destruição que tem sofrido por ação antrópica no período pós-colonial. Nossa região é ocupada há cerca de 11 mil anos por grandes grupos populacionais, que desenvolveram mecanismos adaptativos fazendo uso sustentável dos recursos naturais e ainda hoje contribuem para a proteção do meio ambiente. No entanto, o processo de ocupação da região, sobretudo nas últimas cinco décadas, se caracterizou pelo aumento exponencial da destruição da socio biodiversidade, contribuído para os câmbios ambientais no planeta e, como consequência, o surgimento de novas doenças humanas e animais, como SARS, MERS, Zika, Ebola, H1N1, H5N1, em diversas partes do mundo, cujo controle tem se mostrado difícil. Como única espécie capaz de influenciar todos os ecossistemas, há necessidade de o Homo sapiens repensar suas ações enquanto ainda há tempo de evitar sua própria extinção.  

Palavras-chave: Extinção. Biodiversidade. Amazônia. Adaptação.


[2] Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA); Programa de Pós-Graduação em Saúde, Ambiente e Sociedade na Amazônia (PPGSAS), Universidade Federal do Pará (UFPA); Laboratório de Estudos Bioantropológicos em Saúde e Meio Ambiente (LEBIOS/CNPq); Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da Universidade de Brasília (CEAM/UNB); Centro de Investigação em Antropologia e Saúde da Universidade de Coimbra (CIAS/UC).

 

WEB PALESTRA 3:

Região Amazônica em Alerta Biológico: Riscos Associados a Determinantes Sociais da Saúde, Antipolítica Ambiental e Sindemia da Covid-19 no Estado do Pará na Atualidade.

Ariana Kelly L S da Silva[3]

Fiona Felker[4]

E-mail: arianabelem@gmail.com

Resumo

Nos últimos dois anos a Região Amazônica tem enfrentado variados riscos associados a Determinantes Sociais da Saúde (DSS), à antipolítica ambiental do Governo Federal e ao agravamento da Covid-19, principalmente, no Estado do Pará, que notificou grandes retrocessos sanitários, perdas de extensas áreas de biomas de floresta nativa e acelerado crescimento de contágios e óbitos pelo novo vírus da SARS-Cov-2, com o abrupto avanço da sindemia entre os anos de 2020 e 2021. Objetivando problematizar as situações indicadas, realizamos levantamentos estatísticos em artigos, livros, sites privados e de órgãos oficiais do Brasil sobre DSS na Amazônia, áreas ambientais degradadas e indicadores sociais sobre COVID-19 de populações vulneráveis no Pará. Os dados utilizados indicaram que o Estado do Pará continua entre os mais afetados da Região Norte em relação aos DSS, sendo Belém a 5ª cidade mais vulnerável do país em relação à renda, com acesso precário a atendimentos de urgência e emergência no serviço público de saúde durante a sindemia. No interior do Pará, em Marabá, 36% da população está no setor informal, com 41% vivendo na pobreza. Em regiões ribeirinhas e insulares sem transporte regular, o acesso a vacinas anti-Cov-2 é escasso, além do aumento do desemprego e da extrema pobreza. Os índices de desmatamentos, queimadas e degradações ambientais irreversíveis cresceram quase 40% em 2019 no Pará, com áreas clandestinas de garimpos e criações de gados em terras indígenas, quilombolas e privadas, em decorrência da precária desestabilização de instituições ambientais reguladoras, sem fiscalização, desfavorecendo as minorias políticas locais, demonstrando o grande alerta biológico de se viver na Região Amazônica nos dias atuais. O investimento em políticas públicas de proteção social, da saúde, da economia e a cobertura vacinal são ações emergenciais que precisam ser adotadas em caráter de urgência para que os riscos biológicos sejam mitigados em definitivo.

Palavras-chave: Risco biológico. Sindemia. SARS-Cov-2. Amazônia.


[3] Doutora em Antropologia/Bioantropologia pela Universidade Federal do Pará (UFPA/PPGA). Estágio Sanduíche na University of South Florida (USF/Tampa/EUA) no Applied Biocultural Laboratories, Social Science Building. Mestre em Antropologia/Bioantropologia (UFPA/PPGA). Especialista em Sociologia e Educação Ambiental pela Universidade do Estado do Pará (UEPA). Graduada em Ciências Sociais (UFPA). Atualmente exerce as funções de Docente da Universidade do Estado do Pará (UEPA/CCSE), Docente da Secretaria de Estado de Educação do Pará (SEDUC/PA) e Vice-Líder do Grupo de Estudos em Bioantropologia do Estado do Pará – UEPA (GEB-PARÁ/UEPA).

[4] Mestre em Defesa Biológica pela George Mason University (GMU), com foco em patógenos já existentes. Estagiou no Escritório de Preparação para Emergências do Departamento de Saúde do Condado de Fairfax e tem certificado de pós-graduação pela Faculdade de Saúde Pública.  Está atualmente cursando o Doutorado em Antropologia Médica na Faculdade de Artes e Ciência da University of South Florida (USF), USA.


WEB-PALESTRA 4:

Métodos Quantitativos Aplicados à Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças na Comunidade Remanescente Quilombola Mangueiras

Edson Marcos Leal Soares Ramos[5]

 

E-mail: ramosedson@gmail.com   

Resumo

 

As comunidades remanescentes de quilombo são grupos populacionais que possuem ancestralidade negra, características étnicas raciais fundamentadas nas relações com a terra, prática cultural própria, parentesco e território. E neste contexto, ao se levar em consideração a transição nutricional para o âmbito rural, mais particularmente para as comunidades quilombolas, percebe-se a presença marcante de outros fatores, como a prática de atividade física e a preferência por alimentos de acesso relativamente fácil, como o peixe, frutas e hortaliças, tendo como base a disponibilidade de recursos para a sua sobrevivência. Mostra como os métodos quantitativos foram aplicados à promoção da saúde e prevenção de doenças na comunidade remanescente quilombola Mangueiras. Trata-se de um estudo observacional, transversal, de base populacional. A população de estudo é constituída de crianças, adolescentes, adultos e idosos de ambos os sexos, que residem na comunidade remanescente de Quilombo Mangueiras, do município de Salvaterra, na Ilha do Marajó, Pará. A amostra foi obtida pela técnica de amostragem não probabilística por conveniência. Os dados foram coletados por meio de um questionário de pesquisa que continha perguntas referentes aos dados pessoais, condições sociais, aspectos relacionados à saúde, bem como a avaliação bioquímica, a antropometria e o consumo alimentar, por meio do questionário de frequência alimentar semi quantitativo e recordatório de 24 horas. A técnica estatística utilizada foi a análise exploratória de dados. Observou-se que a maioria dos moradores da comunidade remanescentes do quilombo é casada e com idade média de 45 anos. Possuindo a maioria ensino fundamental incompleto e exercendo a profissão de pescador, com renda individual predominante inferior a um salário mínimo. A maioria das casas possui água encanada, sendo a maior parte de madeira. A maioria relatou não ter fumantes na residência, avaliaram o seu estado de saúde como regular e praticam algum tipo de atividade física. A maior parte dos moradores não apresentam riscos com relação à circunferência da cintura, 33,33% apresentam risco aumentado e 31,48%, aumentando substancialmente. Riscos com relação à circunferência da cintura é uma realidade presente nas comunidades remanescente de quilombo e promover a saúde e prevenção de doenças nessas comunidades é um direito humano, principalmente no que se refere a ter uma alimentação adequada.  


Palavras chaves: Análise exploratória de dados. Transição nutricional. Estado de saúde.


[5] Bacharel em Estatística pela Universidade Federal do Pará (1994), mestre em Estatística pela Universidade Federal de Pernambuco (1999) e Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2003). É professor Titular Universidade Federal do Pará e Professor do Programa de Pós-Graduação em Segurança Pública. É Conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. É professor colaborador da Universidade de Cabo Verde no mestrado de Segurança Pública.


Em breve iremos postar as informações sobre os demais palestrantes!

Agradecemos a quem puder compartilhar.

Abraços e um ótimo final de semana!

Coordenação do GEB/UEPA




segunda-feira, 16 de agosto de 2021

IV Seminário de Bioantropologia do GEB/UEPA 2021 - Regras de Acesso aos Vídeos

Regras de acesso aos vídeos do IV Seminário do GEB/UEPA 2021 – Edição Especial 

Prezados participantes, estamos muito felizes em tê-l@s conosco em nosso IV Seminário do GEB/UEPA 2021 – Edição Especial – Tema: "Bioantropologia, Mudanças Climáticas e Ambientais: Adversidades e Soluções para a Amazônia no Contexto da Pandemia", é realmente uma grande alegria compartilhar com vocês as nossas novidades científicas.

    Em 2021, vamos fazer um evento diferente, com 10 vídeos que serão disponibilizados com até 1 mês de antecedência do dia de nosso encontro ao vivo, que será no dia 30 de setembro de 2021, de 08h00 às 12h00, momento em que os palestrantes irão responder as perguntas no chat de nosso Canal do GEB/UEPA no You Tube. Para tanto, precisamos informar algumas regrinhas que devemos cumprir, a qualquer tempo, a partir da postagem dos vídeos, como seguem:

1.     1Até o dia da live, é importante assistir, pelo menos, 80% dos vídeos-palestras postados com antecedência para receber o certificado do evento com carga horária total de 08 horas. Para acessar, basta seguir as postagens em nosso Canal do GEB/UEPA no You Tube, link: https://www.youtube.com/channel/UCNmCLfVk4pa9B_Sr7Sghz7A. Os vídeos também serão disponibilizados por e-mail e em nossas redes sociais.

2.     2.  Em todos os vídeos assistidos, que serão publicados/postados a partir da segunda semana de agosto, os participantes deverão assinar a lista de frequência, que estará disponível nas descrições de cada vídeo.

3.  3. Vocês irão receber formulários do Google Meet por e-mail para preencher: o nome completo, ocupação/profissão e para enviar uma pergunta referente ao vídeo assistido, que será respondida pelos palestrantes de forma remota e/ou no dia das lives. Os participantes também poderão fazer perguntas aos palestrantes pelo chat do YouTube no momento em que estiverem acontecendo as lives no dia 30/09/2021.

4.      4. É relevante fazer ao menos uma pergunta entre os 10 vídeos assistidos para constar a participação, mas se quiserem fazer perguntas para todos os palestrantes nos 10 vídeos, fiquem à vontade.

 5.   No dia 30 de setembro, de 08h00 às 10h00 e de 10h00 às 12h00, na hora das respectivas lives, todos os participantes devem assinar as frequências, a fim de complementar o ciclo da carga horária mínima exigida.

IMPORTANTE: 

Os vídeos poderão ser acessados a partir do dia 23 de agosto de 2021 em nosso Canal do GEB/UEPA no You Tube.  

No mais, queremos que aproveitem o nosso evento interativo da maneira mais tranquila possível, no tempo que considerarem apropriado para ter acesso aos conteúdos das palestras, para que possamos nos encontrar no momento ao vivo, pelo chat.

Qualquer dúvida, basta enviar um e-mail para a Comissão Organizadora: bioantropologia.pa@gmail.com que iremos responder.

Para acompanhar a divulgação do evento, seguem os links de nossas redes sociais:

·       Fanpage: https://www.facebook.com/bioantropologia.pa/

·       Blog Científico: http://bioantropologiadopara.blogspot.com/

·       Instagram: https://www.instagram.com/bioantropologia.pa/

·       Canal do GEB/UEPA no You Tube: https://www.youtube.com/channel/UCNmCLfVk4pa9B_Sr7Sghz7A

Link para inscrições:  https://forms.gle/28hD52StQErnZpsNA

Agradecemos muito a quem puder compartilhar e ajudar na divulgação.

Desde já desejamos a vocês um excelente seminário!

Atenciosamente,

Coordenação do GEB/UEPA


domingo, 1 de agosto de 2021

IV Seminário de Bioantropologia do GEB/UEPA recebe inscrições (ASCOM/UEPA)

 IV Seminário de Bioantropologia recebe inscrições (Repostagem)

Por Rebeca Costa, 26/07/2021

Professoras Lígia Filgueiras (à esquerda) e Ariana Kelly da Silva, respectivamente, líder e vice-líder do GEB, coordenam o IV Seminário de Bioantropologia.

    Estão abertas as inscrições on-line e gratuitas para o IV Seminário de Bioantropologia, realizado pelo Grupo de Pesquisa e Estudos em Bioantropologia (GEB) da Universidade do Estado do Pará (Uepa). A quarta edição do evento tem como tema Bioantropologia, Mudanças Climáticas e Ambientais: Adversidades e Soluções para a Amazônia no Contexto da Pandemia e será transmitido pelo canal do GEB na plataforma YouTube, no dia 30 de setembro.

    O seminário terá duas lives, uma de 8h às 10h e outra de 10h às 12h, com cinco convidados em cada horário. Essa edição especial do evento será aberta ao público, mas quem quiser receber o certificado de oito horas de participação, deverá pagar uma taxa de R$10,00. Entre os temas a serem discutidas, estão questões sobre mudanças climáticas, desmatamento no Pará e na Amazônia, antropologia forense, saúde e doença de populações vulneráveis, indígenas e ribeirinhas. De acordo com a organização do seminário, o público esperado inclui diversos níveis de formação, desde estudantes do Ensino Médio até pós-graduandos, além de professores e demais profissionais das diversas áreas do conhecimento e de pessoas em geral, que tenham interesse pelos assuntos abordados. 

    A professora Ariana da Silva, integrante do GEB e da coordenação do seminário, explica que “os estudos sobre Bioantropologia são essenciais por serem uma nova área de pesquisa na Amazônia”. Sobre a temática desta quarta edição, ela afirma que “a sociedade brasileira tem enfrentado muitas dificuldades no cenário político atual, neste contexto da pandemia de COVID-19, assim como na questão da devastação acelerada dos nossos biomas e, de forma peculiar, na região Norte ou amazônica, situação que precisa ser debatida em caráter de urgência”. 

    Populações vulneráveis

    Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a pandemia da Covid-19 é a maior crise humanitária desde a Segunda Guerra Mundial. Nesse contexto, uma das abordagens durante o seminário discutirá que a pandemia do novo coronavírus não atinge todas as pessoas da mesma maneira. Professor Hilton Pereira da Silva, coordenador do Laboratório de Estudos Bioantropológicos em Saúde e Meio Ambiente (LEBIOS), um dos palestrantes convidados, vai explicar como e por que razão as populações vulneráveis, por questões sociais, econômicas e políticas, bem como os grupos indígenas, quilombolas, a população de rua, os encarcerados, as pessoas LGBTQIA+ e os imigrantes estão mais propícias a sofrerem com os impactos da crise de maneira mais acentuada.

    Segundo o professor Hilton, “os grupos mais vulnerabilizados já são afetados por diversas doenças e a pandemia é um fator agravante que precisa de atenção especial  para que elas não continuem a sofrer desproporcionalmente os resultados das iniquidades sociais. Ele explica como o assunto será tratado na programação do seminário: “usaremos abordagens científicas para entender como as questões sociais, econômicas e históricas, que originaram esses grupos impactam na sua saúde até hoje. Este seminário pretende mostrar como a Bioantropologia lida com diversos problemas, buscando apresentar respostas cientificamente válidas para a população". 

Serviço

IV Seminário de Bioantropologia do GEB – Edição Especial On-line

Data: 30 de setembro de 2021

Link do Canal do GEB/UEPA no You Tube: https://www.youtube.com/channel/UCNmCLfVk4pa9B_Sr7Sghz7A/featured

Live: 08h00 às 12h00

Certificado: 08 horas.

Redes sociais do evento para acompanhar as atualizações:

Blog Científico: http://bioantropologiadopara.blogspot.com/

Instagram: https://www.instagram.com/bioantropologia.pa/

Canal do GEB/UEPA no You Tube: https://www.youtube.com/channel/UCNmCLfVk4pa9B_Sr7Sghz7A/featured

Matéria original do link: https://www.uepa.br/pt-br/noticias/iv-semin%C3%A1rio-de-bioantropologia-recebe-inscri%C3%A7%C3%B5es

Texto e foto: Rebeca Costa (Ascom Uepa)

 Organização - Coordenação do GEB/UEPA 2021



sexta-feira, 9 de julho de 2021

Membros do GEB/UEPA são Premiados no 7° Encontro Nacional de Ensino de Sociologia 2021

Logo do 7° ENESEB 2021

De 08 a 10 de julho de 2021 vai  ocorrer o 7° Encontro Nacional de Ensino de Sociologia na Educação Básica, na versão online, cujas temáticas englobam o Ensino da Sociologia na Amazônia, os meios remotos durante a pandemia, ciências das humanidades, tecnologias digitais, formação estudantil, práticas artísticas, culturais e religiosas no contexto do ensino de Sociologia, entre outras abordagens. 

O 7° ENESEB trás como tema: "Os desafios do ensino de Sociologia na educação básica: desigualdades, resistências e transformações" e está sendo organizado pela Universidade Federal do Pará - UFPA, com coparticipação de representantes das seguintes instituições de ensino superior público do estado do Pará: Universidade do Estado do Pará, Universidade Federal Rural da Amazônia e Instituto Federal do Pará.

O Pôster/Resumo dos membros do GEB/UEPA: Francisco Diego Sousa de Sousa, Jairo Luís Santos Rêgo, estudantes do Curso de Graduação em Ciências Sociais da Universidade do Estado do Pará - UEPA, Campus de São Miguel do Guamá, e a Profa. Dra. Ariana Kelly L. S. da Silva, foram um dos 05 premiados no 7° ENESEB com o mérito entre as pesquisas de maior destaque de 2021. 

A temática da pesquisa de Trabalho de Conclusão de Curso que ainda está em processo de organização foi: "O Uso da Folk Medicine em Práticas de Curas na Religião de Matriz Africana-Umbanda em São Miguel do Guamá, Estado do Pará, Amazônia", que pode ser visualizado abaixo:

Poster dos Membros no GEB/UEPA que foi Premiado no 7° ENESEB 2021

É muito gratificante fazer parte de um grupo de alunos-pesquisadores que são dedicados à Ciência Brasileira que, mesmo diante de tantos problemas políticos, econômicos e de saúde que o nosso país tem enfrentado desde o início da pandemia da Covid-19, conseguiram se manter focados em desenvolver temas tão pertinentes para o conhecimento ancestral de saberes dos povos tradicionais da Amazônia a partir de nossa abordagem biocultural sobre a Etnobiologia/Etnomedicina. Parabéns a tod@s e sigamos na luta pela Educação pública, gratuita e de qualidade e, em particular, pelo fortalecimento das Ciências Sociais na Região Norte/Amazônica e no Brasil.

O RESUMO do trabalho segue:

"O Uso da Folk Medicine na Religião de Matriz Africana Umbanda em São Miguel do Guamá, Estado do Pará"

Sousa, Francisco Diego Sousa¹

Rego, Jairo Luís Santos²

Silva, Ariana Kelly L S³

¹  ² Graduandos do Curso de Ciências Sociais, Universidade do Estado do Pará, Campus de São Miguel do Guamá

³ Vice Coordenadora do Grupo de Estudos em Bioantropologia do Pará - GEB/UEPA, Docente da Universidade do Estado do Pará - UEPA/CCSE e da Secretaria de Educação do Estado do Pará - SEDUC/PA.

Resumo

Investigamos os usos de ervas e plantas medicinais, fitoterápicas e ornamentais pela Religião de Matriz Africana-Umbanda no município de São Miguel do Guamá, Estado do Pará, Amazônia, descrevendo a utilidade da folk medicine em práticas de curas. Apresentamos as principais ervas/plantas, nomes populares/científicos e funções curativas/verbos (“verbos” no sentido de designar ação, estado ou fenômeno da natureza) atribuídos às plantas, como a arruda (Ruta graveolens L.), a pimenta-malagueta (Capsicum frutescens) e outras, destacando as simbologias empregadas em ações curativas, cerimoniais, ornamentações e representações de entidades espirituais. Objetivamos evidenciar que as plantas são elementos sagrados com fins terapêuticos que fazem parte da cosmologia que dá sentido aos rituais de cura da Umbanda. Realizou-se trabalho de campo no terreiro, o método etnográfico, a observação participante e questionário semiestruturado antecedido da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), com entrevistas fotografadas, gravadas em áudio e transcritas, além de pesquisa bibliográfica. Os resultados indicaram a relevância de catalogar os usos rotineiros de práticas curativas da Umbanda a partir da etnobotânica como instrumentos complementares ao sistema de saúde oficial, que por gerações tem auxiliado as comunidades dos entornos de terreiros e casas de santos no tratamento alternativo de variadas doenças.

Palavras-chave: Folk medicine. Religião de matriz-africana-umbanda. Etnofarmacobotânica. Práticas de curas.

O evento por ser acessado no site: http://www.eneseb.com.br/principal.php

Acesso à programação do 7° ENESEB: http://www.eneseb.com.br/evento-online/index.php

Agradecemos a tod@s que puderem compartilhar mais uma importante conquista para o nosso grupo de pesquisa científica da Amazônia Brasileira/Paraense.

Coordenação do GEB/UEPA



quinta-feira, 1 de julho de 2021

IV SEMINÁRIO DE BIOANTROPOLOGIA DO GEB/UEPA 2021 - Edição Especial (Online) - Inscrições Abertas!

"Bioantropologia, Mudanças Climáticas e Ambientais: Adversidades e Soluções para a Amazônia no Contexto da Pandemia"

A sociedade brasileira tem enfrentado muitas dificuldades no cenário político atual no contexto da pandemia da COVID-19 assim como na questão da devastação acelerada de nossos biomas e, de forma peculiar, na Região Norte ou Amazônica, situação que precisa ser debatida em caráter de urgência. 

Para tanto, os membros do Grupo de Estudos em Bioantropologia do Pará - GEB/UEPA gostaria de convidar a todas/os/es a participar do nosso IV Seminário de Bioantropologia do GEB/UEPA 2021 – Edição Especial Online – Tema: "Bioantropologia, Mudanças Climáticas e Ambientais: Adversidades e Soluções para a Amazônia no Contexto da Pandemia" organizado especialmente para que um público diverso de estudantes pós-graduandos, graduandos, de Ensinos Médio e Técnico (público ou privado), docentes, profissionais de diversas áreas de pesquisa e pessoas em geral possam ter acesso aos temas de interesse e possíveis linhas de pesquisa dessa grande área da Antropologia. 

As palestras serão disponibilizadas em nosso Canal do GEB/UEPA no You Tube para serem acompanhadas com antecedência, podendo os participantes inscritos enviarem as suas dúvidas no chat do canal, via e-mail, pelo Google Forms ou no dia da live, no momento ao vivo, com os palestrantes respondendo as perguntas. 

Os temas/títulos das palestras serão divulgados a partir de agosto, no entanto, adiantamos que iremos debater de forma geral sobre: mudanças climáticas, desmatamento no Pará e na Amazônia, antropologia forense, arqueologia, saúde e doença de populações vulneráveis, saúde indígena, ribeirinha e quilombola, evolução humana e outros. 

As inscrições podem ser feitas pelo Google Forms, no link: https://forms.gle/28hD52StQErnZpsNA

investimento é de apenas R$ 10,00 (dez reais) para as pessoas que quiserem receber certificado com carga horária de 08 horas, via PIX: arianabelem@yahoo.com.br ou por depósito bancário pelo Banco do Brasil - Cliente: ARIANA KELLY L S SILVA, Agência: 3074-0, Conta: 8.501-4. Os inscritos devem enviar o comprovante de pagamento para nosso e-mail: bioantropologia.pa@gmail.com para que sua inscrição seja confirmada. No entanto, todos os vídeos dos palestrantes terão os acessos gratuitos, assim como aos debates no chat no dia das lives.

Cartaz de divulgação do IV Seminário do GEB/UEPA 2021 - Edição Especial

LOCAL: O evento será transmitido online, via Canal do GEB/UEPA no You Tube através do link: https://www.youtube.com/channel/UCNmCLfVk4pa9B_Sr7Sghz7A/featured

DATA: 30 de setembro de 2021

HORÁRIOS: 08h30 às 10h00 e de 10h30 às 12h00, com 05 palestrantes em cada live.

Para acompanhar a divulgação do evento, seguem os links de nossas redes sociais:

·       Fanpage: https://www.facebook.com/bioantropologia.pa/

·       Blog Científico: http://bioantropologiadopara.blogspot.com/

·       Instagram: https://www.instagram.com/bioantropologia.pa/

·       Canal do GEB/UEPA no You Tube: https://www.youtube.com/channel/UCNmCLfVk4pa9B_Sr7Sghz7A


Desde já estamos ansios@s por sua participação. 

Aguardamos vocês!

Abraços,

Coordenação do GEB/UEPA


APOIO:



quinta-feira, 24 de junho de 2021

Webinário no Canal Pensar Africanamente: Comunidades Quilombolas - Desafios em Tempos de COVID-19.

 Repostagem: LEBIOS/UFPA 

Disponível em: 
http://bioantropologiaufpa.blogspot.com/2021/06/coordenador-do-lebios-participa-de.html?m=1

Um dos grandes desafios para a saúde da população negra no Brasil tem sido a dificuldade de acesso aos serviços de saúde em geral e à vacinação em particular. Este grupo, que já apresenta historicamente piores indicadores de saúde, tem tido menos acesso a vacinas que o restante da população. Em particular, as populações quilombolas têm sido desproporcionalmente afetadas pela pandemia, uma vez que os mais idosos são os principais depositários dos conhecimentos tradicionais e da história das comunidades e muitos morreram por conta da Covid-19.

O webinário contará com a participação da Ms. Vercilene F. Dias, quilombola de Kalunga, advogada assessora da CONAQ e líder do grupo jurídico que apresentou a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 742 ao Supremo Tribunal Federal (STF), e o Prof. Dr. Hilton P. Silva, coordenador do LEBIOS e representante da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) no Grupo de Trabalho Insterinstitucional da ADPF 742. Serão apresentados os pontos fundamentais da ADPF 742, que obriga o governo federal a prestar assistência específica aos quilombolas durante a pandemia, suas repercussões para as populações quilombolas, e também serão discutidos os desafios para a implementação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19 para os Quilombolas, as vacinas oferecidas e distribuídas, bem como o impacto das fake news.

Data: 24 de junho de 2021, quinta-feira (É HOJE!!!)

Hora: 19h00

O evento será transmitido pelo canal Pensar Africanamente.

Link: https://youtu.be/Al3kLlvzDpA

terça-feira, 15 de junho de 2021

GEB/UEPA e LEBIOS/UFPA participam do Congresso Europeu BioantTalks - AnthroEthics 2021

No próximo mês de Julho, entre os dias 05 e 09, membros do GEB/UEPA e LEBIOS/UFPA irão participar do Congresso Europeu BioantTalks- AnthroEthics 2021, que reunirá de forma online Bioantropólogos de todo o mundo. 

As reuniões do Congresso online estão sendo organizadas pelas Doutoras Vanessa Campanacho e Francisca Alves Cardoso (Portugal). A participação do GEB/UEPA e do LEBIOS/UFPA contará com a Apresentação Oral de quatro trabalhos, que serão discutidos pelas Profas. Dras. Ariana Kelly L S da Silva e Lígia A. Filgueiras (GEB) e pelo Prof. Dr. Hilton P. Silva (LEBIOS). Os vídeos serão gravados em 15 minutos cada e, posteriormente, debatidos durante o congresso online.

Os temas a serem apresentados pelo GEB e pelo LEBIOS são: Colonialism, structural racism and social determinants of health in Quilombola communities of the Brazilian Amazon by Lígia Amaral Filgueiras, Ariana K.L.S. da Silva, Roseane B. Tavares Oliveira, Edson Marcos Leal Soares Ramos, Hilton P. Silva; Colonialism, genetic ancestry, sickle cell disease and health implications in the Amazon by Ariana K. L. S. da Silva, Hilton P. Silva, Lígia A. Filgueiras, Roseane B. Oliveira; Teaching Bioanthropology in the Brazilian Amazon during the COVID-19 syndemic: an (in)experience report by Ligia A. Filgueiras, Ariana Kelly L. S. da Silva e Deforestation and Covid-19 in the Legal Amazon: Global Biological and Humanitarian Risks by Ariana Kelly L. S. da Silva, Ligia A. Filgueiras.

Datas e horários das apresentações dos membros do GEB e do LEBIOS

BioantTalks - AnthroEthics 2021 é um dos eventos científicos mais importantes da Europa que discute a Bioantropologia de forma interdisciplinar, tendo variados temas de abordagem. O evento pretende colaborar de formas variadas discutindo temas forenses, técnicas de ensino e pesquisa, ética, bioética, colonialismo, genética, entre outros, como demostra o link de acesso ao programa do congresso e a nossa livre tradução do site, que seguem abaixo:

"Novos caminhos na comunicação científica surgiram na era digital. Compartilhar sua pesquisa por meio de plataformas de mídia social, como o YouTube, permite que você alcance um público mais amplo. BioantTalks foi criado com esse propósito em mente por Vanessa Campanacho para conectar antropólogos em todo o mundo.

O BioantTalks permitirá que:

- Antropólogos apresentem as suas pesquisas no conforto de suas casas ou escritórios;

- Como não há cobrança de taxas, o BioantTalks é acessível a antropólogos, independentemente do estágio de sua carreira, incluindo alunos de graduação;

- Conectar antropólogos ao redor do mundo em uma plataforma online;

- Networking que incentiva a comunicação e a colaboração;

- Engajamento público;

- Reduzir as emissões de carbono relacionadas ao trabalho associadas a viagens acadêmicas".

Para acessar o programa completo do BioantTalks - AnthroEthics, basta clicar em: https://drive.google.com/file/d/1Tc7u6TsU29qEIU3xe9NmbvR37aSDKi2T/view

Todas as apresentações estarão disponíveis no canal da BioantTalks no link do YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCtA4p5VzNSk2yYCdlrwrY0Q.


O site do evento pode ser visitado na página: https://sites.google.com/view/bioanttalks/home

Todos/as/es serão muito benvindos!!! Vamos participar?

Abraços e até breve!