sábado, 21 de agosto de 2021

Web-Palestras do IV Seminário de Bioantropologia do GEB/UEPA – 2021: As Inscrições continuam ABERTAS!

 Prezad@s seguidores e visitantes: saudações a todas/as/es!

Socializamos os primeiros conteúdos-resumos de nossos palestrantes do IV Seminário de Bioantropologia do GEB/UEPA – Edição Especial 2021 com seus respectivos mini-currículos e contatos científicos.

Lembrando sempre que  as INSCRIÇÕES CONTINUAM ABERTAS e podem ser realizadas pelo link: https://forms.gle/28hD52StQErnZpsNA

As postagens dos vídeos completos serão realizadas a partir do dia 23 de agosto de 2021 em nosso Canal do GEB/UEPA do You Tube para que os inscritos e público em geral tenham acesso livre a qualquer momento do dia, no link: https://www.youtube.com/channel/UCNmCLfVk4pa9B_Sr7Sghz7A

Seguem abaixo os temas das palestras, os resumos, as palavras-chave e os mini-currículos dos palestrantes em vídeos de animação para que possamos conhecê-l@s melhor.

WEB-PALESTRA 1: 

O homem dragão: fatores ambientais como influentes na formação morfológica craniana

Santiago Wolnei Ferreira Guimarães[1]

E-mail: santiago.wolnei@gmail.com

Resumo

Recentemente a pesquisa paleoantropológica trouxe à tona a descoberta do “Homem dragão”, um espécime humano que viveu no Leste Asiático, especificamente no norte da China, há pelo menos 146.000 anos atrás. O espécime, que se trata de um crânio quase completo encontrado em 1933 durante a construção de uma ponte, chamou a atenção dos cientistas apenas atualmente. Muitas interpretações têm sido dadas para o Homem dragão, principalmente as que indicam uma maior proximidade do mesmo para com o Homo sapiens, quando comparado com o Homo neandertal, o que não seria esperado. Mas, de modo geral, grande parte das ideias apresentadas são usadas para localizar o fóssil como mais um distinto primo do Homo sapiens, ao lado de outras subespécies, ao invés de considerarem também a possibilidade de o mesmo fazer parte de uma diversidade morfológica intergrupal da nossa espécie. Diante tal problemática, propomos discutir brevemente algumas das recentes descobertas dos estudos sobre o crânio e sua relação com os fatores de desenvolvimento externos, como uma forma de entendimento alternativo para o Homem dragão. Busca-se, desse modo, reiterar a importância da influência das pressões ambientais (forças neutras) como modos que promovem microevoluções e, consequentemente, desenvolvimentos diferenciais nos fenótipos do crânio, mesmo considerando a herdabilidade. Por fim, pretende-se trazer à reflexão a importância do meio ambiente para a adaptabilidade humana, para além dos padrões geneticamente herdados, não apenas entre grupos existentes há milênios de anos atrás, mas também, e principalmente atuais, como os grupos étnicos na Amazônia.

Palavras-chave: Homem dragão. Craniometria. Adaptação. Influência ambiental. Fenótipo.

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[1] Doutor em Antropologia/Bioantropologia pela Universidade Federal do Pará (UEPA/PPGA). Mestre em Arqueologia Pré-Histórica e Arte Rupestre – consórcio pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (Portugal) e Universitat de Tarragona (Espanha). Graduação em Geografia (UnB). Docente da Secretaria de Educação do Distrito Federal, e Arqueólogo no Comitê Pró-Brumadinho, IEPHA-MG, atuou também como Técnico Arqueólogo pelo Centro Nacional de Arqueologia – IPHAN, e Museu Nacional-RJ (projeto de resgate de peças ocasionado pelo incêndio).


WEB-PALESTRA 2:

Devastação Ambiental, Mudanças Climáticas e a Emergência de Novas Pandemias no Século XXI

Hilton P. Silva[2]

E-mail: hdasilva@ufpa.br

Resumo

O Antropoceno se caracteriza como o período no qual os seres humanos, uma espécie muito recente, tiveram um enorme impacto planetário, capaz de influenciar mudanças climáticas globais, causar devastação ambiental sem precedentes, extinções em massa e a emergência de patógenos altamente contagiosos e letais. Alguns locais do planeta, como a região amazônica, as florestas africanas e do sudeste asiático, contém grande biodiversidade e socio diversidade, mas a Amazônia Brasileira, ainda amplamente desconhecida, se destaca pela diversidade de biomas, de espécies, de povos e de línguas, mas também pelos graves danos e rápida destruição que tem sofrido por ação antrópica no período pós-colonial. Nossa região é ocupada há cerca de 11 mil anos por grandes grupos populacionais, que desenvolveram mecanismos adaptativos fazendo uso sustentável dos recursos naturais e ainda hoje contribuem para a proteção do meio ambiente. No entanto, o processo de ocupação da região, sobretudo nas últimas cinco décadas, se caracterizou pelo aumento exponencial da destruição da socio biodiversidade, contribuído para os câmbios ambientais no planeta e, como consequência, o surgimento de novas doenças humanas e animais, como SARS, MERS, Zika, Ebola, H1N1, H5N1, em diversas partes do mundo, cujo controle tem se mostrado difícil. Como única espécie capaz de influenciar todos os ecossistemas, há necessidade de o Homo sapiens repensar suas ações enquanto ainda há tempo de evitar sua própria extinção.  

Palavras-chave: Extinção. Biodiversidade. Amazônia. Adaptação.


[2] Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA); Programa de Pós-Graduação em Saúde, Ambiente e Sociedade na Amazônia (PPGSAS), Universidade Federal do Pará (UFPA); Laboratório de Estudos Bioantropológicos em Saúde e Meio Ambiente (LEBIOS/CNPq); Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da Universidade de Brasília (CEAM/UNB); Centro de Investigação em Antropologia e Saúde da Universidade de Coimbra (CIAS/UC).

 

WEB PALESTRA 3:

Região Amazônica em Alerta Biológico: Riscos Associados a Determinantes Sociais da Saúde, Antipolítica Ambiental e Sindemia da Covid-19 no Estado do Pará na Atualidade.

Ariana Kelly L S da Silva[3]

Fiona Felker[4]

E-mail: arianabelem@gmail.com

Resumo

Nos últimos dois anos a Região Amazônica tem enfrentado variados riscos associados a Determinantes Sociais da Saúde (DSS), à antipolítica ambiental do Governo Federal e ao agravamento da Covid-19, principalmente, no Estado do Pará, que notificou grandes retrocessos sanitários, perdas de extensas áreas de biomas de floresta nativa e acelerado crescimento de contágios e óbitos pelo novo vírus da SARS-Cov-2, com o abrupto avanço da sindemia entre os anos de 2020 e 2021. Objetivando problematizar as situações indicadas, realizamos levantamentos estatísticos em artigos, livros, sites privados e de órgãos oficiais do Brasil sobre DSS na Amazônia, áreas ambientais degradadas e indicadores sociais sobre COVID-19 de populações vulneráveis no Pará. Os dados utilizados indicaram que o Estado do Pará continua entre os mais afetados da Região Norte em relação aos DSS, sendo Belém a 5ª cidade mais vulnerável do país em relação à renda, com acesso precário a atendimentos de urgência e emergência no serviço público de saúde durante a sindemia. No interior do Pará, em Marabá, 36% da população está no setor informal, com 41% vivendo na pobreza. Em regiões ribeirinhas e insulares sem transporte regular, o acesso a vacinas anti-Cov-2 é escasso, além do aumento do desemprego e da extrema pobreza. Os índices de desmatamentos, queimadas e degradações ambientais irreversíveis cresceram quase 40% em 2019 no Pará, com áreas clandestinas de garimpos e criações de gados em terras indígenas, quilombolas e privadas, em decorrência da precária desestabilização de instituições ambientais reguladoras, sem fiscalização, desfavorecendo as minorias políticas locais, demonstrando o grande alerta biológico de se viver na Região Amazônica nos dias atuais. O investimento em políticas públicas de proteção social, da saúde, da economia e a cobertura vacinal são ações emergenciais que precisam ser adotadas em caráter de urgência para que os riscos biológicos sejam mitigados em definitivo.

Palavras-chave: Risco biológico. Sindemia. SARS-Cov-2. Amazônia.


[3] Doutora em Antropologia/Bioantropologia pela Universidade Federal do Pará (UFPA/PPGA). Estágio Sanduíche na University of South Florida (USF/Tampa/EUA) no Applied Biocultural Laboratories, Social Science Building. Mestre em Antropologia/Bioantropologia (UFPA/PPGA). Especialista em Sociologia e Educação Ambiental pela Universidade do Estado do Pará (UEPA). Graduada em Ciências Sociais (UFPA). Atualmente exerce as funções de Docente da Universidade do Estado do Pará (UEPA/CCSE), Docente da Secretaria de Estado de Educação do Pará (SEDUC/PA) e Vice-Líder do Grupo de Estudos em Bioantropologia do Estado do Pará – UEPA (GEB-PARÁ/UEPA).

[4] Mestre em Defesa Biológica pela George Mason University (GMU), com foco em patógenos já existentes. Estagiou no Escritório de Preparação para Emergências do Departamento de Saúde do Condado de Fairfax e tem certificado de pós-graduação pela Faculdade de Saúde Pública.  Está atualmente cursando o Doutorado em Antropologia Médica na Faculdade de Artes e Ciência da University of South Florida (USF), USA.


WEB-PALESTRA 4:

Métodos Quantitativos Aplicados à Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças na Comunidade Remanescente Quilombola Mangueiras

Edson Marcos Leal Soares Ramos[5]

 

E-mail: ramosedson@gmail.com   

Resumo

 

As comunidades remanescentes de quilombo são grupos populacionais que possuem ancestralidade negra, características étnicas raciais fundamentadas nas relações com a terra, prática cultural própria, parentesco e território. E neste contexto, ao se levar em consideração a transição nutricional para o âmbito rural, mais particularmente para as comunidades quilombolas, percebe-se a presença marcante de outros fatores, como a prática de atividade física e a preferência por alimentos de acesso relativamente fácil, como o peixe, frutas e hortaliças, tendo como base a disponibilidade de recursos para a sua sobrevivência. Mostra como os métodos quantitativos foram aplicados à promoção da saúde e prevenção de doenças na comunidade remanescente quilombola Mangueiras. Trata-se de um estudo observacional, transversal, de base populacional. A população de estudo é constituída de crianças, adolescentes, adultos e idosos de ambos os sexos, que residem na comunidade remanescente de Quilombo Mangueiras, do município de Salvaterra, na Ilha do Marajó, Pará. A amostra foi obtida pela técnica de amostragem não probabilística por conveniência. Os dados foram coletados por meio de um questionário de pesquisa que continha perguntas referentes aos dados pessoais, condições sociais, aspectos relacionados à saúde, bem como a avaliação bioquímica, a antropometria e o consumo alimentar, por meio do questionário de frequência alimentar semi quantitativo e recordatório de 24 horas. A técnica estatística utilizada foi a análise exploratória de dados. Observou-se que a maioria dos moradores da comunidade remanescentes do quilombo é casada e com idade média de 45 anos. Possuindo a maioria ensino fundamental incompleto e exercendo a profissão de pescador, com renda individual predominante inferior a um salário mínimo. A maioria das casas possui água encanada, sendo a maior parte de madeira. A maioria relatou não ter fumantes na residência, avaliaram o seu estado de saúde como regular e praticam algum tipo de atividade física. A maior parte dos moradores não apresentam riscos com relação à circunferência da cintura, 33,33% apresentam risco aumentado e 31,48%, aumentando substancialmente. Riscos com relação à circunferência da cintura é uma realidade presente nas comunidades remanescente de quilombo e promover a saúde e prevenção de doenças nessas comunidades é um direito humano, principalmente no que se refere a ter uma alimentação adequada.  


Palavras chaves: Análise exploratória de dados. Transição nutricional. Estado de saúde.


[5] Bacharel em Estatística pela Universidade Federal do Pará (1994), mestre em Estatística pela Universidade Federal de Pernambuco (1999) e Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2003). É professor Titular Universidade Federal do Pará e Professor do Programa de Pós-Graduação em Segurança Pública. É Conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. É professor colaborador da Universidade de Cabo Verde no mestrado de Segurança Pública.


Em breve iremos postar as informações sobre os demais palestrantes!

Agradecemos a quem puder compartilhar.

Abraços e um ótimo final de semana!

Coordenação do GEB/UEPA




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